quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Livro - Resenha #51 | A SELEÇÃO, Kiera Cass (EDITORA SEGUINTE)


Nome original: The Selection
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 368

A Seleção, de Kiera Cass conta a história de America Singer, uma jovem de vinte anos que mora com sua família na nova nação de Illéa. 

Em Illéa existe um sistema de castas (um pouco parecido com o da Índia) onde as pessoas pertencem à determinada casta pela vida toda, desde o nascimento até sua morte. Cada casta possui um número que vai do 1 ao 8, sendo a casa um dos nobres de Illéa e a oito do povo miserável. Para mulheres, só há um jeito de subir de casta: casar-se com alguém de uma casta maior.

Fazer o contrário, no entanto, é bem difícil e extremamente burocrático, além de um pouco mal visto pelo povo de Illéa. Mas nada disso impede America, que é 5 e Jasper, que é 4, de quererem realizar esse desejo de se casarem, já que são apaixonados um pelo outro. 

Existe porém um concurso no país onde são selecionadas 35 garotas de toda Illéa, de qualquer casta, para que uma delas seja a escolhida pelo príncipe e se torne a nova rainha da nação ao lado do charmoso herdeiro da família real. Esse concurso é chamado de A Seleção e, um dia, America recebe a carta em sua casa dizendo que, com sua idade, a garota está apta para participar do concurso. De início, America recusa-se totalmente a participar, mas por insistência de sua mãe e também por achar que nunca poderia ser uma das 35 selecionadas, America decide se candidatar. Todas as escolhidas recebem para sua família um bom apoio financeiro e, durante essa espécie de reality show, a candidata se torna uma 3, uma das coisas que mais encoraja America a participar, já que poderá ajudar a sua família a ter o que comer.

Mesmo não esperando, a garota foi selecionada e com o coração machucado, ela parte para essa aventura a qual ela prometeu dar o seu melhor somente para que sua família tivesse, por maior tempo possível, o apoio financeiro que precisavam para viverem melhor. Ela tinha uma péssima ideia de como seria a família real e principalmente o príncipe, mas depois de alguns momentos dentro do castelo, America começa a perceber que estava completamente errada na montagem de seu esteriótipo sobre os 1.


America foi uma boa personagem. Apesar de te irritar as vezes pela sua indecisão, é inegável que a personagem principal não é nenhuma bobinha perdida que precisa de socorros. Independente e de bom coração, America conquista os leitores gradativamente. O príncipe Maxon de longe é um dos personagens mais apaixonantes do livro. Sua gentileza e cavalheirismo, certas vezes exagerados, pode repelir alguns, mas partindo do ponto de que ele foi criado numa família real com aulas de ética e outras diversas coisas, podemos compreender o porquê de sua educação ser tão presente o tempo todo com as participantes. Ele é um digno príncipe de contos de fadas com tudo incluso, a coisa mais fofa.

Diferentemente de muitos, eu não gostei do Jasper, mas ele conquistou uma boa parte dos fãs da série. Os demais personagens, igualmente bem desenvolvidos, despertam diferentes pontos de vista dos leitores. Pelo que ouvi de pessoas que já leram a série inteira, tem gente que você odeia no começo que vai amar no final.

Eu gosto da escrita da Kiera. Ela é detalhista e tem uma escrita fluída e fácil de se entender. Apesar de se tratar de uma história de príncipes e princesas, Kiera conseguiu trazer traços modernos na escrita e problemas muito mais sérios do que a candidata rival estar usando um vestido da mesma cor que o seu, como por exemplo os ataques terroristas ao castelo real e as questões diplomáticas que os envolve. Apesar desses pontos não serem completamente desenvolvidos no enredo com extrema atenção (até porque o livro não é sobre isso), fica clara algumas críticas ao assunto.

Apesar do título e da premissa, A Seleção não se trata apenas de maquiagem, sapatos, vestidos e uma vida luxuosa e romântica ao lado de um príncipe perfeito, mas também sobre as garotas serem diferentes, sobre a pressão que exercem sobre nós para que sejamos como “princesas”, para que alcancemos a beleza e admiração, sendo que não são todas que almejam coisas assim e não tem nada de errado nisso. Se trata de como podemos julgar algo apenas pelo que parece ser e em como podemos mudar nossas opiniões com o tempo, com conhecimento e até a partir de sentimentos.

Não é de todo um defeito - até porque tem gente que gosta - mas o que me desanimou na leitura (que de fato eu demorei bastante a terminar) foi o fato de existir um triângulo amoroso. Eu, particularmente, não gosto de histórias assim, maaaas, como eu disse, há pessoas que podem achar isso uma vantagem ainda maior em A Seleção.


De modo geral, A Seleção não foi uma das minhas melhores leituras. Apesar de conseguir compreender a qualidade da história e do porquê de ela possuir tantos fãs, eu não consegui gostar e não houve motivos explícitos para isso. Simplesmente não é o meu tipo de história favorita. O livro é bem escrito e, apesar da casca parecer fútil, ele aborda temas importantes além dos que eu citei. Provavelmente continuarei a ler a série, mas não é uma leitura que eu queira fazer tão urgentemente.

Por fim, o trabalho do selo Seguinte está MA-RA-VI-LHO-SO! Eu simplesmente adorei tudo, a capa está perfeita DEMAIS (vale lembrar que foi feito um photoshoot especial para as capas da série), ela tem aquela textura emborrachada que eu adoro e fica linda na estante, apesar do altura ser um pouco menor que a da maioria dos livros. Há arabescos muito lindos enfeitando cada começo de capítulo que super combinam com o tema princesa e eu não encontrei nenhum erro de digitação durante a leitura, o que é ótimo.


Enfim, gostaram dessa leitura? Comentem o que acharam!


2 comentários:

  1. Eu simplesmente AMO esse livro. Sério, um dos melhores que já li, apesar de às vezes a America se mesmo insuportável, ahaha.

    Beijos,
    Leia o "Top 5" que fiz no meu blog

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    Respostas
    1. Como eu disse, não fui muito com a cara do livro, mas ele é legal haha Beijos!

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