quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Livro - RESENHA #44 | AS CRÔNICAS DE ARTUR I: O REI DO INVERNO, Bernard Cornwell (EDITORA RECORD)


Nome original: The Winter King
Autor: Bernard Cornwell
Editora: Editora Record
Páginas: 544
Ano: 1995
     

Em primeiro lugar, gostaria de agradecer ao Edilberto Araújo de Carvalho por ter me dado O Rei do Inverno de presente. Eu gostei muito (como poderá constatar nessa resenha) ♥

Sinopse: O Rei do Inverno conta a mais fiel história de Artur, sem os exageros míticos de outras publicações. A partir de fatos, este romance genial retrata o maior de todos os heróis como um poderoso guerreiro britânico, que luta contra os saxões para manter unida a Britânia, no século V, após a saída dos romanos. “O livro traz religião, política, traição, tudo o que mais me interessa,” explica Cornwell, que usa a voz ficcional do soldado raso Derfel para ilustrar a vida de Artur. O valoroso soldado cresce dentro do exército do rei e dentro da narrativa de Corwell até se tornar o melhor amigo e conselheiro de Artur na paz e na guerra.

Para começar, eu sempre ouvi falarem muito bem do autor, Bernard Cornwell, tanto aqui no Brasil quanto em outros blogs e vlogs gringos. Com certeza, nenhum dos elogios foram em vão. Cornwell tem um jeito um tanto único e peculiar de escrever e te levar na leitura desde as primeiras linhas, no entanto, o mais espetacular do autor é sua habilidade incrível de descrever cenas e objetos com uma maestria fora do normal. Geralmente, tendemos a ficar entendiados quando a descrição de qualquer coisa é longa demais, no entanto Cornwell faz os pequenos detalhes serem tão importantes quanto a própria cena, deixando o texto mais rico e não tedioso. Eu me surpreendi e adorei essa característica do autor.

A história em si não fica para trás. Já li vários livros e vi vários filmes que contam a história de Artur, mas, por incrível que pareça, eu gostei ainda mais dessa versão. Na sinopse está escrito que essa é a 'história mais fiel de Artur', e realmente, ela parece a mais verdadeira. Nas notas finais do autor podemos constatar, inclusive, o quanto ele estudou e se usou de lugares e acontecimentos que realmente ocorreram na época para fazer da sua história a versão mais autêntica possível. Só por isso, Cornwell tem mais um pontinho comigo.


O livro é narrado por Derfel (lê-se Dervel), um velho monge que um dia lutou ao lado de Artur. Derfel tem uma narrativa suave e melancólica enquanto relembra os momentos de choro e glória de sua jornada, dando aquele ar místico de histórias ouvidas ao calor de uma lareira ou em volta de um fogueira. Ele vai nos contando tudo, até o momento que conhece Artur. Nessa versão, Artur não possui nada mágico. De primeiro momento, vemos ele como o grande herói intocável, de armadura reluzente, um cara poderoso e mágico, mas conforme o nosso narrador estreita seus laços de amizade com ele, passamos a vê-lo mais como amigo, um homem normal que sofre, que tem sonhos e decepções, embora, sim, a cena épica de Artur tirando Escalibur, sua espada, da pedra ainda esteja lá.

De modo geral, Cornwell conta toda a lenda original de uma forma mística, mas com uma realidade sutil. Isso nos leva a acreditar mais na sua descrição de como as coisas aconteceram do que nas diversas histórias que já ouvimos anteriormente sobre Artur e seus soldados.

Quem gosta de livros sobre histórias medievais, de reinos e heróis e costuma ler bastante fantasias sobre o assunto provavelmente já está acostumado com o emaranhado sem fim de personagens que só confundem a cabeça do leitor (e fazem muitos desistirem do livro), mas que, de certa forma, é uma característica necessária. O Rei do Inverno não é uma exceção à essa regra. Com muitos nomes difíceis de ler e pronunciar, o livro faz jus ao seu gênero nos deixando bem confusos no começo, mas isso não dura tanto assim.

As primeiras cem páginas são as mais difíceis e cansativas, mas a partir da segunda parte (o livro é dividido em cinco partes, não capítulos) a leitura corre solta e é quase impossível parar de ler.

As batalhas são incríveis (é quase possível se sentir no meio delas!), o livro tem bastante sangue e para a alegria de muitos, são essas as características predominantes desse primeiro livro. Romance? Temos sim, mas esse não é nem de longe o foco principal.


Em geral, eu gostei bastante de O Rei do Inverno. Não é um livro fácil e, definitivamente não dá para lê-lo em paralelo com outro (pelo menos eu não consegui). Esse é um tipo de livro que precisa de atenção total na hora da leitura para que você compreenda bem as passagens e entenda a história como deve ser entendida.

Você já leu O Rei do Inverno? Coloca nos comentários o que achou, estou curiosa para saber!

É isso pessoal, beijos e até a próxima!

OBS: Eu indico muito esse livro para quem leu e gostou de As Crônicas de Gelo e Fogo (e vice versa), do George R. R. Martin. Os dois autores tem em comum esse dom de escrever histórias medievais incríveis!

POR: LAUREN

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