quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Livro - Resenha #42 - Esconda-se, Lisa Gardner (NOVO CONCEITO)


Nome original: Hide
Autora: Lisa Gardner
Editora: Novo Conceito
Página: 400
Ano: 2013
     


Esconda-se é mais um suspense policial da série de livros sobre a, agora sargento detetive, D.D. Warren, escritos pela autora Lisa Gardner.

Nesse livro acompanhamos o minucioso caso ocorrido em Boston, onde seis meninas foram encontradas mortas, conservadas por seus próprios líquidos, dentro de sacos - um para cada menina. Esses sacos, enfileirados em grupos de três numa estante - como que troféus a serem exibidos - estavam numa cova, cuidadosamente escavada e cuidada, no pátio de um hospício desativado e abandonado.

A verdade é que nenhum de nós controla quanto tempo teremos na Terra. Podemos apenas controlar a vida que temos enquanto a temos. Pg. 169

Uma dessas garotas mortas possuía um colar em seu pescoço, o qual está diretamente ligado à outra pessoa: uma mulher a qual, desde criança, vivia fugindo de uma ameaça que só seu pai e sua mãe tinham conhecimento.

Agora, D.D. Warren, seu parceiro e novo detetive, Bobby Dodge e a Equipe do Departamento de Polícia de Boston precisam achar o culpado por esses crimes feitos a mais tempo do que imaginam e prendê-lo, antes que coisas piores possam acontecer.

Apesar de, como eu já citei no começo, se tratar de um livro de uma série, não é preciso ler o primeiro para entender este. Cada um com seu caso independente, fazem com que o leitor consiga entender o que é preciso para a leitura sem precisar de outro que veio antes (ou, às vezes, depois).

Outro fato importante é que, mesmo sendo a sargento D.D. Warren que está na capa (e que é a principal da série de livros), nessa trama Lisa Gardner focou mais em outro detetive: Bobby Dodge. Conhecemos um pouco mais sobre ele, seu passado e seus pensamentos em relação, tanto ao caso criminal, quanto aos outros conflitos ao seu redor.


Esconda-se é um livro bem intrigante. Gardner conseguiu me prender do início ao fim de uma forma incrível, considerando que não sou a maior fã de suspenses policiais. Na verdade, a partir dessa leitura que estou pensando em abrir minha mente para mais livros assim. (Obrigada, Lisa!)

Diferentemente dos últimos livros que tenho lido, está claro que este é bem mais pesado e complexo. Sou apaixonada por histórias com um suspense creepy e só de saber o tipo de crime que o livro abordava, fiquei ainda mais interessada em ler. Maníacos e psicopatas sempre me chamam bastante atenção, pois é.

- Você não precisa gostar do sistema. - ele me explicou - Não precisa acreditar nele nem concordar com ele. Mas precisa compreendê-lo. Se conseguir compreender o sistema vai sobreviver.
Uma família é um sistema. Pg. 5

Apesar do tema pesado, Lisa abordou tudo com habilidade e uma ótima narrativa. Ao final do livro, após o último capítulo, ela dá os agradecimentos especiais e dá para ter uma ideia do quanto a autora se empenhou e no quão amplo foi seu estudo, a fim de escrever algo bem condizente com a realidade do processo das investigações policiais, principalmente em casos mais fechados e estranhos como o abordado.


Tive a necessidade de dar uma pausa de uns vinte minutos, mais ou menos num intervalo de cinco à sete capítulos, para dar um descanso para a mente, inclusive. Não sei se pelo fato de ser complexo ou por eu não ser acostumada a ler livros de investigações, mas não consegui ler tudo em menos de quatro dias. Apesar disso, não achei o livro grande demais, quatrocentas páginas foi o suficiente para uma história como essa, cheia de descobertas e muito suspense, acontecer e terminar de um jeito que, inclusive, me deixou de boca aberta (eu nunca teria adivinhado quem era quem naquele jogo de suspeitos psicóticos).

O romance aqui é deixado para segundo plano, aparecendo de uma forma sutil, mas constante e presente em breves diálogos, atitudes e até pensamentos próprios. Achei fofo, nada exagerado e nem estranho.

Quando somos crianças, precisamos que nossos pais sejam onipotentes, um poderoso simbolo de autoridade que sempre vai garantir nossa segurança. Então, quando somos adolescentes, precisamos que nossos pais tenham defeitos, porque essa parece a única maneira de construirmos a nós mesmos, de nos libertarmos. Estou com 32 anos hoje. E, na maior parte do tempo, preciso pensar que meu pai era louco. Pg. 65

No geral, achei um livro bem escrito e super envolvente. Fãs de suspenses policiais e temas mais creepy vão gostar bastante. Não vejo a hora de ler mais livros assim!

Espero que tenham gostado. Beijos e até a próxima!

Resenha por: Lauren

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