terça-feira, 20 de outubro de 2015

Filme - REVIEW #25 | QUARTETO FANTÁSTICO


Nome original: Fantastic Four
Duração: 101min
Ano: 2015
Gênero: Ação, Aventura, Ficção Científica
   
O filme acompanha Reed Richards, um gênio prodígio mal compreendido pelos seus pais, colegas de escola e demais pessoas ao seu redor.

Richards, ainda criança, começa um projeto de uma máquina que pode teletransportar matéria para um lugar e depois trazê-la de volta. Depois de várias tentativas sem sucesso, Reed e seu amigo Ben conseguem construí-la, em pequeno porte, e fazê-la funcionar. Eles, então, a apresentam numa feira de ciências escolar, mas são desclassificados.

Dr. Franklyn, um cientista em busca de gênios jovens e Sue, sua filha, encontram no projeto de Reed a resposta que estava procurando para seu projeto. Não demora para que Reed ganhe uma bolsa no Instituto Baxter e comece a trabalhar lá junto com Sue, Victor Van Doom e Johnny (também filho do Dr. Franklyn), construindo uma máquina de viagem tridimensional.

O projeto fica pronto, é testado e funciona com seres vivos, mas o governo, com seus interesses pessoais, acaba por deixar os jovens gênios desaforados. Numa loucura irresponsável, alguns deles acabam se teletransportando para um planeta semelhante à Terra, porém em outra dimensão e as coisas não vão nada bem. Eles causam um acidente e são afetados pela estranha energia desse novo planeta, apelidado de Zero.

Bem, já é a quarta vez que vemos uma tentativa fracassada de adaptação para os quadrinhos de Quarteto Fantástico nas telas. O filme, dirigido por Josh Trank, tem seus pontos positivos, mas os negativos acabam por ter muito mais peso, transformando mais essa versão cinematográfica em algo completamente descartável e criticado por todos.



O filme, na verdade, começa bem. Temos uma boa introdução na visão de Reed, retratando brevemente sua infância e adolescência, a genialidade precoce e sua amizade com Ben, o futuro Coisa. Outra coisa que mereceu palmas foi a relação Pai-Filho estabelecida entre a Susan, o Dr. Franklyn e, posteriormente, o Johnny.

A trama se ocupa em apresentar vagamente os personagens e se estende em incansáveis explicações sobre o teletransportador e, após o incidente, sobre os poderes adquiridos pelos personagens e como o governo deseja se beneficiar da desgraça dos nossos heróis.

Ação? Não, em pelo menos 90% do filme, não temos isso. No caso, esse não é um fato tão ruim, já que o filme inteiro procurou focar na ficção científica, com sucesso.

Mesmo tendo a intensão de ser um filme mais sério, Quarteto Fantástico arrisca algumas piadinhas infames de dar vergonha ao longo do enredo. Minha desculpa para livrar a barra dos roteiristas é que, talvez, se tratando de um filme onde os gênios super masters são jovens, eles quiseram dar um ar mais brincalhão, mas isso só os fez parecerem um bando de idiotas perdidos no meio de equipamentos e, é claro, em outro planeta.

Sinceramente, eu ainda não superei a piadinha do Johnny sobre a foto no Instagram, e sério que a maior motivação para o teleporte para outra dimensão foi pisar no solo novo primeiro e fincar a droga de uma bandeira dos EUA lá? Inacreditável.

Os efeitos usados foram deploráveis (com exceção do Coisa, que na minha opinião, ficou ótimo). A elasticidade estranha do Reed e a movimentação fraca da Sue em sua bola de força protetora, com custo conseguem ser engolidas pelo telespectador, mas o efeito de fogo do Tocha Humana e todos os aspectos do Dr. Destino quase me fizeram chorar sangue.


Aliás, eu preciso expressar o quanto o Von Doom me decepcionou. A começar por sua apresentação péssima, que só me levou a vê-lo como um geniosinho incompreendido, amargurado e revoltado com a humanidade (o que é extremamente clichê). Sério, não sei se houve na história das adaptações de QF um vilão pior.

Os poderes dados para ele são absurdos. Eu gostei das cabeças explodindo e até dos efeitos das coisas sendo sugadas pelo buraco negro que ele criou, mas vamos analisar uma coisa: a força dele vem do planeta Zero, todos os afetados (ou seja, os quatro heróis) também ficam mais fortes quando estão lá (e isso é confirmado pelo próprio Reed na batalha final). Quando Victor está na Terra consegue fazer todas aquelas coisas extravagantemente destruidoras, que praticamente derrotam o Quarteto com um levantar de dedos, ele volta para o Zero e cria um buraco negro lá, tamanha é sua força, no entanto, em cinco minutos de luta (ou menos), nossos heróis derrotam ele facilmente (isso porque ele fica AINDA mais forte no Zero). Mesmo que o Quarteto também fique mais forte no novo planeta, cadê a lógica (e a luta de verdade)?

O final do filme em si acontece muito rápido. Como eu disse no início, a trama se estende muito no começo, forçando um clímax apressado. Resultado final? Uma luta forçada, carente de efeitos bons e sem lógica nenhuma.

Por fim, o traje que o Dr. Destino usa é horrível e o personagem em si só serviu para destruir tudo de glorioso que nos foi apresentado do vilão nas HQ's.

No geral, eu gostei das atuações nessa versão. Todos os atores fizeram um bom trabalho, mas as partes ruins do filme esconderam isso.

Realmente, Quarteto Fantástico foi um fracasso. Eu não recomendo, de verdade, foi uma decepção para mim, que tinha adorado os trailers. Esperava bem mais dessa produção.

Enfim, é isso. Até a próxima, pessoal!

Por: Lauren

2 comentários:

  1. Oi Lauren,
    Eu, definitivamente, não tenho vontade de assistir esse filme. Eu tenho um certo problemas com filmes focados em ficção científica. Achei sua crítica muito construtiva, você expôs todos os detalhes que te agradaram e que te desagradaram. Parabéns!
    Beijinhos ♥ Historiar


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    Respostas
    1. Eu gosto de filmes assim, mas QF me decepcionou completamente! Eu esperava tanto desse filme... adoro a história desses quatro :( mas o que posso fazer né? haha obrigada Tham ♥

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