sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Filme - Review #23 - A Jovem Rainha Vitória


Nome original: The Young Vitoria
Duração: 105min
Ano: 2009
Gênero: Drama, Romance, Biografia
     

Apesar de se tratar de um filme lançado a tempos (e que eu já assisti pelo menos umas dez vezes), não posso deixar de dizer o quanto ainda fico impressionada ao assistir A Jovem Rainha Vitória.

Já é de se esperar que um filme de época (sobretudo se passando na Inglaterra, onde os monarcas até hoje são adorados pelo povo) seja bem caprichado, principalmente no figurino e nos cenários. A Jovem Rainha Vitória, com certeza não pecou nesses quesitos, sendo ainda melhor: as atuações estão perfeitas e a trilha sonora impecável.

O filme começa contando muito brevemente sobre a infância de Vitória, até chegar aos seus 17 anos. Prestes a atingir a maioridade e virar Rainha (já que seu tio, o Rei não possui outro herdeiro), sua mãe e o parceiro da mesma, John Conroy, desejam que Vitória assine um mandato de regência sob as preocupações em protegê-la da corte e esperar que ela aprenda e amadureça, até estar pronta para assumir o trono aos seus 25 anos. É claro que isso envolve em um interesse maior dos dois, que seria estarem no poder da Inglaterra até que Vitória finalmente atingisse a idade decretada.


Tendo ciência do plano por trás, Vitória se recusa a assinar qualquer mandato, e, aos 18 anos, logo após a morte do tio, ela passa a ser a Rainha da Inglaterra. Cheia de caráter, Vitória permanece impassível, se mostrando uma mulher forte que deseja o bem de seu povo, mas apesar da boa vontade em cuidar do país e aprender o que precisa para governá-lo, ela apenas possui 18 anos e sua ingenuidade atrapalha o começo de seu reinado.

Vitória vive um momento conturbado quando a corte e a população acreditam que, ao apoiar o primeiro ministro Lorde Melbourne, ela esteja apaixonada por ele ao ponto de este controlá-la. De certo modo, isso não é de todo mentira, já que o plano de Melbourne era justamente conquistar a Rainha e administrar o país com as mãos da mesma. É nesse momento que vemos o filme tomar forma, quando Vitória se divide entre Melbourne e Albert, com quem compartilha uma paixão que ganha forma aos poucos, de forma realista, encantadora e bonita.

No todo, o filme tem muita tensão e drama, mas o romance entre Vitória e Albert rouba a cena, dando um ar de cumplicidade, paixão e envolvimento na trama. Vemos o amor entre eles nascer e ganhar forma, mesmo quando, por obviamente serem duas pessoas diferentes, os dois discutem. Nitidamente apaixonados, os dois, até mesmo por serem tão jovens, enfrentam diversas dificuldades.


Como já disse antes, o filme contou com ótimas atuações protagonizadas por Emily Blunt e Rupert Friend. Esses dois, já conhecidos como ótimos atores, deram o ar da graça e fizeram mais um ótimo trabalho, passando cada sentimento e emoção das cenas de forma incrível. Nenhuma outra atuação contida no filme fica para trás, e isso contribui para que o telespectador se sinta, pelo menos pelos 105 minutos de duração, dentro do palácio de Buckinham, a partir de 1837.

Como já devem ter percebido, sou apaixonada por filmes de época e esse virou mais um dos meus favoritos. Espero que gostem também!

*A Jovem Rainha Vitória foi indicado à três Oscars no Oscar de 2010, ganhando a estatueta na categoria Melhor Figurino.

Beijos e até a próxima!

Resenha por: Lauren


2 comentários:

  1. Não conhecia o filme mas realmente, fica difícil um filme desse não ganhar algum prêmio com vestimentas tão lindas. Inclusive eu adoro ler livros que tenham estas descrições tbm! Sou a doida dos romances de época. Anotei a dica e com certeza vou olhar =D

    Beijos,
    Joi Cardoso
    Estante Diagonal

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  2. Ah, eu fico fascinada com histórias assim! Tanto os livros, quanto os filmes me deixam completamente encantada. Com certeza, esse filme é muito bom e vale a pena. Já assisti três vezes desde que postei a resenha, acredita? haha adorei mesmo! Espero que goste também!

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