quarta-feira, 29 de julho de 2015

Livro - Resenha #28 - Os Instrumentos Mortais: Cidade de Vidro, Cassandra Clare (GALERA RECORD)


Nome original: City Of Glass
Autor: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 476
Ano: 2009
    


Dando continuidade à série de resenhas da série Os Instrumentos Mortais, hoje vamos falar do melhor livro dos seis que a trama possui (na minha opinião), Cidade de Vidro.

Nesse livro conhecemos um pouco mais sobre Alicante (também chamada de Cidade de Vidro), a capital de Ídris, país de onde vem todos os shadowhunters.

Além de conhecermos mais de Alicante, que até agora não sabíamos basicamente nada, a autora conseguiu prender os leitores nessa mudança repentina de cenário, que, convenhamos, é uma mudança gigante, mas que aprimorou bastante a história.

Mais uma vez subimos mais um degrau no amadurecimento de cada um dos personagens. Clary finalmente deixa de ser o peso morto que só quer fazer as coisas e passa a realmente fazê-las. Apesar de ainda ser sempre protegida, ela vai contra as regras e se recusa a ficar de fora da viagem até a Cidade de Vidro, lugar onde ela acredita que, finalmente, poderá achar a cura para a sua mãe que continua adormecida.


A essa altura ela já está bem desesperada para que a mãe acorde e, usando suas habilidades especiais descobertas no segundo livro da série, ela cria um portal e consegue chegar à Alicante, junto com Luke (que, por ser um membro do Submundo nem poderia ir para lá). O que ela não sabia é que chegar lá usando um portal que não foi autorizado pela Clave pode resultar em grandes problemas. Ainda mais com um Lobisomem.

Jace foi épico nesse livro. O loiro acredita que é um monstro e luta contra o seu passado da melhor forma que consegue, além, é claro, de ter que controlar seus sentimentos por Clary, que crescem mais a cada dia. Já podíamos esperar que todas as suas tentativas seriam falhas, o que gerou várias cenas fofas dos dois e até declarações (que me fizeram querer entrar no livro e empurrar de uma vez a Clary para os seus braços). É muito bonito ver sua mudança e sua luta, e tudo isso foi retratado de forma nítida.

Cassandra Clare descreveu os sentimentos dos dois com maestria e a cada momento conseguíamos sentir pela leitura que o desejo entre os dois estava ficando incontrolável. Chega a ser angustiante e terrivelmente apaixonante. Tudo o que eu queria era que alguma prova de que eles não eram irmãos caísse dos céus.


Simon amadurece bastante depois de ter se tornado Diurno e também depois de seu término com a Clary. Ele continua gostando muito da ruiva, mas é perceptível o fato de que ele se acostumou com a ideia de que ela não é garota certa para ele, que nunca poderia ser sua namorada, mas que sempre será sua melhor amiga.

Isabelle também amadureceu bastante e finalmente temos um pouco de foco na Caçadora de Sombras, embora não tanto. Ela passa por maus bocados nesse livro, mas podemos perceber o quão forte ela é, embora tenha suas fraquezas.

Valentim está mais forte do que nunca nesse livro e seu plano parece ser impossível de a Clave perfurar e destruir. Percebemos o quanto Valentim é calculista e até onde ele iria para concluir o seu plano que, no começo não era tão ruim, mas com o tempo foi se enchendo de egoísmo e fascinação pelo poder. Não sei se sou só eu, mas eu vejo muito de Hitler no Valentim. Não tenho certeza, mas na minha opinião Cassandra se inspirou no ditador para criar o nosso vilão e eu amei isso.

E, por fim, o personagem que eu mal tenho palavras para descrever o quanto amo. ALEC LIGHTWOOD! 

É lindo, é incrível, é apaixonante acompanhar Alec percebendo que seu coração não pertence mais ao seu Parabatai e irmão adotivo, mas sim a um feiticeiro extravagantemente sexy. Nós conseguimos enxergar sua surpresa e sua falta de segurança por sentir o que sente por Magnus. Ele nunca achou que um dia deixaria de amar Jace, no entanto Magnus quebrou essas barreiras e ele não sabe muito bem o que fazer. Nesse livro percebemos o quanto Alec é frágil nesse assunto e temos um pouco de noção do quanto Magnus mexe com ele de uma forma que ele não consegue controlar.


Quanto aos demais personagens, todos continuam da mesma forma, evoluindo sem destaque durante a trama. Conhecemos alguns (vários) personagens novos nesse terceiro livro, mas nenhum merece tanto destaque quanto o Sebastian. Fiquem de olho nesse cara, porque ele vai aprontar MUITO. Não só nesse livro, mas nos próximos três. Por enquanto é só isso que posso falar dele.

Pela milésima vez eu vou ter que repetir: a narrativa de Cassandra Clare é im-pe-cá-vel, e parece melhorar a cada livro. Esse livro é o mais emocional da série e ela descreveu tudo com uma excelência de tirar o fôlego. Cada cena era um sentimento novo que tomava conta de mim de um jeito indescritível. Sinceramente, eu mal consigo expressar o quanto esse livro me afetou e o quanto eu amo incondicionalmente a Cassie por tê-lo escrito, por criar essa série e esses personagens tão perfeitos e apaixonantes. Sério, eu amo essa mulher!

Cassandra ainda tem uma forma única de nos levar na leitura. Nós conseguimos perceber a mudança dos personagens, a forma como crescem e amadurecem, tanto em suas atitudes quanto em seu emocional, e crescemos junto com eles. Eu tenho dificuldades em expressar o quanto isso me chama atenção, mas posso garantir que esse é um dos principais motivos de eu ter me tornado uma fã enlouquecida pela série (não só OIM, mas API também), e ainda admiradora incondicional da autora.

O livro ainda conta com muitas lutas e cenas de tensão e drama. Conhecemos mais da Clave e o quão conservadora ela é. Se eu for analisar tudo o que o Valentim fala contra a Clave, posso dizer que concordo com ele em vários pontos. Ela é o exemplo de corrupção e falta de modernidade, além de ser hostil em alguns pontos.

Enfim, eu espero que gostem do livro o tanto que eu gostei e que possam senti-lo da forma que eu senti.

E é isso! Beijos e até a próxima!

Resenha por: Lauren

Nenhum comentário:

Postar um comentário

« »
© Razões Literárias - 2015. Todos os direitos reservados. Criado por: Lauren Yorres. Tecnologia do Blogger. imagem-logo