quarta-feira, 1 de julho de 2015

Livro - Resenha #21 - Os Instrumentos Mortais: Cidade das Cinzas, Cassandra Clare (GALERA RECORD)


Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 404
Ano: 2008
Nota:



Bom, já que a maior parte das coisas já foram explicadas em Cidade dos Ossos, Cassandra teve mais liberdade em Cidade das Cinzas, o que é digno de se comemorar.

Valentim continua com seu plano de acabar com a Clave e está se dando bem nisso, enquanto a mãe de Clary continua inconsciente e longe de ser encontrada pela filha e seus amigos.

Nesse segundo livro as cenas de luta e ação aparecem bem mais e a autora caprichou bastante nelas, dando um toque de adrenalina na leitura. Além disso, ela tratou de desenvolver mais os seus personagens, o que ajuda na hora de nos identificarmos com cada um deles.


Clary começa a entender melhor o Mundo das Sombras e a se encaixar no mesmo. Depois de descobrir que ela e Jace são filhos de Valentim, ela acaba descobrindo também que foram frutos de experimentos feitos pelo vilão, o que gerou nos dois habilidades especiais.

Jace está passando por momentos um pouco mais conturbados. Como se não bastasse o fato de ele e Clary serem irmãos e estarem lutando contra a atração que sentem um pelo outro, o nosso galã é suspeito de ser um espião de Valentim, já que este parece estar sempre um passo à frente da Clave. Além disso, Jace se sente terrivelmente mal por ser filho do vilão e aos poucos começa a pensar que é um monstro, igual ao pai.

Conhecemos mais sobre o passado de Jace e também como esse passado afeta ele nos dias atuais, nos dando uma visão mais ampla de um personagem que pode ter sido considerado um completo mistério no primeiro livro.


Simon deixa de ser um inútil completo depois que acaba se tornando um Membro do Submundo. Ao mesmo tempo, ele passa a ser uma peça mais ativa no triângulo amoroso entre ele, Clary e Jace.

Com a descoberta de que Clary e Jace são irmãos, Simon investe em Clary e os dois acabam engatando num namoro sem graça do começo ao fim. Todos sabíamos que isso não ia dar certo e realmente não deu. De qualquer forma, Simon continua sendo o nerd engraçadinho que conhecemos no primeiro livro, só que um pouco mais maduro.

Em Cidade das Cinzas conhecemos um pouco mais sobre os Lightwood também. São introduzidos três personagens da família: Max, o irmão mais novo; Maryse, a qual é uma Caçadora de Sombras rígida que, quando jovem, fez parte do Ciclo, mãe de Alec, Isabelle e Max e, é claro, mãe adotiva de Jace, e Robert, marido de Maryse e também Caçador de Sombras, o qual não é muito focado.


Isabelle também não é muito focada nesse livro, assim como no primeiro, ao contrário do irmão, Alec. Conhecemos um pouco mais o guerreiro das sombras, sobretudo sobre sua orientação sexual. A partir disso começam os indícios de mais um casal para torcermos nos próximos quatro livros.

E por último, finalmente conhecemos um pouco mais sobre o Alto Feiticeiro do Brooklyn, Magnus Bane.

Bane vira uma peça mais importante a partir desse segundo livro. Apesar de não ser extremamente focado, ele tem várias cenas e em quase todas está ajudando os Caçadores de Sombras em sua procura por Valentim ou na luta em provar que Jace é inocente.


Cheios de problemas, os Caçadores de Sombras estão à procura de Valentim que a cada minuto consegue mais aliados, ficando mais poderoso e desfalcando os já poucos guerreiros que a Clave tem.

O relacionamento entre Maryse e Jace é bem conturbado nesse livro por conta das acusações feitas em cima do jovem Caçador de Sombras. É, inclusive, chamada a Inquisitora da Clave para cuidar do assunto e Jace vê quase todos lhe dando as costas, como se ele realmente fosse culpado. No entanto, seus amigos e Clary lutam para provar que ele é inocente.

Nesse livro ainda temos uma visão mais ampla de cada um dos povos do Submundo: as fadas, os vampiros e os licantropes, e daí surge mais uma personagem. Maia é uma licantrope do grupo de lobos de Luke. Jovem e engraçada, ela se interessa por Simon, mesmo que suas origens sejam inimigas.


Em geral, Cidade das Cinzas é um livro bem agitado e emocionante. Com certeza, superou o primeiro. Temos a prova de que esse é um universo novo e único, completamente diferente dos tantos romances sobrenaturais que conhecemos por aí. Cassandra expõe ainda mais suas habilidades em descrever bem as situações, as batalhas e, sobretudo, os sentimentos de cada personagem.

Foi uma leitura intensa e até agoniante, mas maravilhosa e eu fiquei louca para ler o terceiro livro. Aposto que quem gostou do primeiro livro, gostará do segundo!

É isso galera! Beijos e até a próxima viagem!

Resenha por: Lauren

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