sexta-feira, 26 de junho de 2015

Livro - Resenha #20 - O Dia do Curinga, Jostein Gaarder (COMPANHIA DAS LETRAS)


Autor: Jostein Gaarder
Editora: Cia. da Letras
Gênero: Romance filosófico
Paginas: 378
Ano: 1990
Nota:




Hans-Thomas, um garoto de doze anos, e seu pai, partem à procura de sua mãe, que os abandonou quando ele tinha quatro anos, alegando que precisava se ”encontrar”.

Eles saem da Noruega e vão até Atenas (onde a mãe dele é uma modelo famosa) de carro, passando por diversos lugares. Em um desses lugares, um anão dá a Hans uma lupa, e é claro que ele acha estranho, mas aceita o presente.

Seguindo viagem, eles fazem parada em uma cidadezinha chamada Dorf, onde ele conhece um padeiro que da pãezinhos para ele, o qual ele descobre que dentro de um desses pãezinhos tem um mini-livrinho. Tão mini que ele precisa da lupa para lê-lo. Então Hans devora o livrinho e percebe que a historia tem muito a ver com a sua vida. Mais do que ele imaginava...
Coincidência ou destino? 


O Dia do Curinga é do mesmo escritor que O Mundo de Sofia, Jostein Gaarder, então já dá para imaginar que vem uma ótima historia e diálogos filosóficos por ai.

Durante a viagem, Hans e seu pai têm conversas sobre diversos temas da filosofia de uma forma muito natural, parecendo ser simplesmente curiosidade de criança.

“Como todos os curingas – seja nas grandes, seja nas pequenas paciências – precisamos dizer às pessoas que este mundo é uma aventura incrível.” Pág 325

Assim como O Mundo de Sofia, esse livro me fez questionar sobre várias coisas, como o acaso, a existência de um Deus (o fato dele ter supostamente nos criado e nunca ter se “revelado”, de fato, ser bom ou ruim) e ainda sobre o destino.

“Podemos escapar de reis e imperadores, e talvez até de Deus. Mas não podemos escapar do tempo. O tempo nos enxerga em toda parte, pois tudo à nossa volta está mergulhado nesse elemento infatigável” pg 241

Eu me perdi um pouco sim, mas não pelo autor não ter se expressado direito, ou ter deixado a desejar nas explicações e no enredo da história, mas sim pelo livro se tratar de um tema confuso e ainda ter demorado um pouco para relacionar quem escreveu o livrinho, a história de quem o escritor do livrinho narrava, junto com a sua própria história, e quem tinha relação com Hans. 

Ler esse livro foi algo muito fácil e gostoso de fazer, mesmo sendo um pouco confuso (o que eu acho que era a intenção do autor), já que a escrita de Jostein é bem simples e muito completa, principalmente se ele faz menção a algum filósofo (o que quase não aconteceu), explicando sobre o que se trata a teoria desse filósofo. O que colaborou para que eu não me perdesse tanto assim.

“Um curinga é um pequeno bobo da corte; uma figura diferente de todas as outras. Não é nem de paus, nem de ouros, nem de copas e nem de espadas. Não é oito, nem nove, nem rei e nem valete. É um caso a parte; uma carta sem relação com as outras. Ele está no mesmo monte das outras cartas, mas aquele não é o seu lugar. Por isso pode ser separado do monte sem que ninguém sinta falta dele.” Pág 72

Esse livro me proporcionou uma ótima experiência ao lê-lo, em uma (como já disse) leitura gostosa e com uma historia envolvente. Recomendo esse livro àqueles que gostam de filosofia, mas de uma forma simples e descontraída.


Então é isso! Beijos e até a próxima viagem!

Resenha por: Bia.

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