terça-feira, 9 de junho de 2015

Livro - Resenha #16 - Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos, Cassandra Clare (GALERA RECORD)


Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 459
Ano: 2007
Nota:



Clary Fray é uma garota comum de 15 anos que vive com sua mãe, Jocelyn, num apartamento em Nova Iorque. No dia de seu aniversário, ela decide ir a uma boate com seu melhor amigo Simon Lewis e, lá dentro, em meio a música excessivamente alta, ela presencia um assassinato que ninguém parece notar.

Ela jura que viu dois garotos e uma garota matando um terceiro, justamente o qual ela tinha se interessado na entrada da boate Pandemônio, mas ninguém acredita nela. Nem mesmo seu melhor amigo.

Clary pensa em chamar a polícia, mas como provar que viu um assassinato se foi a única testemunha e não há rastros do que realmente aconteceu ali? Sem sangue nem sinal dos assassinos?

Créditos da foto à Perdida na Utopia

Antes que pudesse tomar uma decisão, os próprios assassinos se apresentam para ela, curiosos sobre o fato de ela ter conseguido enxergar o que aconteceu no Pandemônio. Clary então descobre que eles não são assassinos e sim Caçadores de Sombras, guerreiros que protegem o mundo dos mundanos de demônios e outras criaturas que saem fora da linha, e o tal garoto de cabelos azuis que foi assassinado na boate era um desses demônios.

A partir daí Clary se vê no meio de um mundo completamente diferente, onde as criaturas que ela jurava que não se passavam de histórias, realmente existem. Com a ajuda de Jace, um Caçador de Sombras cujo o qual tem a aparência um anjo perfeito e ao mesmo tempo cruel, e seus amigos Caçadores de Sombras, Clary tem que resgatar sua mãe, a qual ela descobre que sabia e já fez parte desse Mundo das Sombras, mas que foi sequestrada sabe-se lá porque ou por quem. Tudo o que ela sabe agora é que é, por nascença, uma Caçadora também, e embora não tenha a mínima noção do Mundo que descobriu ou de como lidar com isso, ela não medirá esforços para resgatar sua mãe.


Bom, posso começar dizendo que sou apaixonada por essa série? Digamos que eu estava sentindo muita falta de algo novo para ler, uma série que pudesse ser tão boa a ponto de me fazer viciar e criar aquele carinho enorme, uma relação como a de um Potterhead com a maravilhosa saga de J. K Rowling, mesmo sabendo o quanto é difícil para eu me apaixonar dessa forma por uma série. E então eu conheci 'Os Instrumentos Mortais'. E não me arrependi.

Sobre o primeiro livro, posso dizer que achei que toda a trama foi muito bem construída. Desde coisas maiores, que realmente precisavam de mais atenção, como a explicação do que são os Caçadores das Sombras e o que é o Mundo das Sombras, até coisas menores como os detalhes da personalidade de cada um dos personagens.

Conhecemos uma Clary forte, corajosa e um pouco inconsequente com seus atos. Nossa principal é um pouco inútil no começo, afinal, ela está completamente perdida e nunca treinou para ser uma Caçadora de Sombras, nem tinha ideia de que era uma, mas isso é algo que passa batido pelos leitores, já que, se você lê histórias nesses gêneros, provavelmente já está acostumado com isso.

Apesar de tudo, Clary não mede esforços para procurar pela mãe. Custe o que custar, ela quer saber das coisas e odeia quando escondem algo dela, mesmo que seja para protegê-la. Nessa ânsia de querer achar a pessoa mais importante na vida dela, ainda que essa tenha mentido sobre muitas coisas, Clary acaba não pensando que isso não implica somente com ela mesma, mas também com os Caçadores de Sombras que estão ajudando-a, mesmo tendo seus próprios problemas.

Créditos da foto à Segredos Entre Amigas

A figura de Jace é bem complicada no começo, mas aos poucos vamos entendendo os vários porquês que surgem sobre ele e sua personalidade. Jace fora adotado pela família Lightwood aos 10 anos e considera-os a sua família mais do que qualquer outro poderia ser. Assim como Clary, não mede esforços para proteger quem ama e fazer o seu dever de Caçador de Sombras. Ele não tem medo de lutar, medo de correr riscos. Ele morreria satisfeito se no ato tivesse salvando alguém, ainda mais alguém de sua família. É sempre sarcástico, enigmático e sexy. Isso chama muita atenção (e faz as fãs morrerem de amores por ele).

Simon, o melhor amigo de Clary, é um nerd fofo e engraçado. Ele tenta ajudar Clary, mesmo não entendendo muita coisa do que ela está passando. As discussões entre ele e Jace sempre são cômicas, principalmente porque o ego de Jace é enorme e metade das coisas que Simon fala Jace não entende por serem coisas que mundanos conhecem, mas não Caçadores de Sombras, que estão sempre ocupados matando um demônio ao invés de jogando video games e assistindo séries de TV.

Alec e Isabelle (ou Izzy/Izz) não são tão focados nesse primeiro livro, mas ainda sim conhecemos bastante da personalidade de cada um dos irmãos Lightwood. Izz é forte e destemida. Faz a figura da garota lutadora e sexy, que não tem dó nem piedade de seus inimigos e mata qualquer demônio ou membro do Submundo rebelde que aparecer na sua frente. Sempre se decepciona com a vida amorosa, mas nunca se deixa abalar por isso ou pelo menos não deixa que saibam quando ela está chateada.

Já Alec é forte e habilidoso, mas vulnerável à sua maneira, o que não o impede de ser um ótimo guerreiro Nephilim, e um dos mais entendidos sobre o Mundo das Sombras. Ele é o melhor amigo de Jace, mas nutre um sentimento mais forte por ele ao longo do primeiro livro.

Créditos da foto à Claro... Só que não.

Embora os personagens e suas personalidades tenham sido bem construídas, não é tão fácil nos apegarmos a eles. Eu demorei um pouco, mesmo com a Clary, e definitivamente não gostei nada do Simon. Ele é basicamente aquele amiguinho na Friendzone que acha que sabe o que é melhor para a nossa principal e quer afastá-la de Jace. Típico e irritante. Além disso, ele é um completo inútil nesse primeiro livro.

Durante o livro, nós acompanhamos e partilhamos de alguns momentos de confusão de Clary, afinal, ela está descobrindo agora o que é o Mundo das Sombras e nós também.

O mistério não é enlouquecedor de tão forte, mas é bem evidente e a leitura flui muito rápida pelo fato de querermos sempre saber o que vai acontecer em seguida.

Créditos da foto à Dela Mila

O que mais chama atenção são os detalhes. Cassie se focou bastante neles e isso gerou num ótimo resultado. Eu, pelo menos, não fiquei com perguntas que não foram respondidas.

A única coisa que eu senti falta foi de uma relação mais forte de irmandade entre Jace e Alec, afinal, eles são Parabatai, o que significa que são um par de guerreiros Nephilim que tem uma conexão por uma runa. Ser Parabatai é algo muito sério e quase nenhum Caçador de Sombras tem um Parabatai. Eles devem ser muito próximos, tanto que um morreria pelo outro sem pensar duas vezes. Alec e Jace são bem próximos, e com certeza morreriam um pelo outro, mas, pelo menos nesse primeiro livro, eu senti falta de cenas dos dois.

Outra coisa é que, para algumas pessoas, o primeiro livro pode parecer um pouco chato, principalmente porque é o livro onde muita coisa é explicada. Eu não senti isso, mas caso você sinta, não desista de continuar acompanhando. Convenhamos que o Mundo das Sombras é muito complexo e além disso a história principal de Valentim tem que ser bem explicada, para entendermos como o nosso vilão é, o que fez e do que é capaz.


Há coisas que são explicadas muitas vezes ao longo da série em si, como por exemplo a história de como os Caçadores de Sombras foram criados, e outras que são explicadas de menos, mas não é algo que incomode tanto assim.

E em falar em explicações, eu adoro a forma como a Cassie explica as coisas. Quando é para explicar algo, ela realmente explica esse algo. Não sobram dúvidas. Ela consegue descrever as cenas de uma forma incrível, assim como os sentimentos dos personagens sobre as situações. Eu amo isso num livro e acho que foi isso que mais me conquistou, além da ideia incrível que ela teve para com o enredo. Descobrir mais sobre o Mundo das Sombras por si só já é uma aventura.

O clímax do livro e o final simplesmente me quebraram no meio e eu logo corri para ler o segundo livro da série. É quase devastador.


Quem ainda não leu (PELO ANJO, COMO VOCÊ AINDA NÃO LEU?) aconselho que leia o mais rápido possível!

PS: Não se deixem levar pelo fiasco do filme de ‘Cidade dos Ossos’. De verdade. Apesar de terem escolhido atores magnficos (que interpretaram muito bem seus papéis), o filme ficou ruim e, na minha opinião, o motivo principal foi que a história de Os Instrumentos Mortais é um tanto extensa e complexa demais para ser adaptado para filme (tanto que está virando uma série de TV, onde eles poderão explicar direito ao longo dos episódios o que não teve tempo para ser explicado num filme de duas horas e pouco).

RECOMENDAMOS À:
Todo e qualquer fã desse universo da fantasia, desde Contos de Fadas até crenças celtas e etc. Fãs de Harry Potter, Beijada Por Um Anjo, Fallen, Halo e etc. Vocês vão adorar e se surpreender!

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