terça-feira, 2 de junho de 2015

Livro - Resenha #14 - O Segredo de Jasper Jones, Craig Silvey (INTRÍNSECA)


Autor: Craig Silvey
Editora: Intrínseca
Páginas:
Ano: 2012
Nota:


Antes de vocês lerem essa resenha, vou logo avisando que eu dei um pequeno spoiler, que na verdade não é spoiler, já que o segredo é revelado logo no começo do livro. Então, não precisam se preocupar.

Enquanto Charlie Bucktin, um garoto de 13 anos, estava lendo um dos inúmeros livros de seu pai, escutou batidas na sua janela. Confuso, ele vai até ela e se depara com Jasper Jones do lado de fora de sua casa e, é claro, se assusta, já que Jasper é simplesmente considerado o pior mal exemplo existente na cidade. Bom, o real motivo de ele ter se assustado nem era esse, e sim outros dois: Um, Jasper Jones nunca havia falado com ele; e dois, ele estava pedindo sua ajuda.


O jovem Jasper Jones é incriminado por toda a cidade, mas não por fazer mal a alguém (mesmo já tendo sido acusado por crimes os quais não cometeu), ou por fazer bagunça, mas sim pelo simples fato de não ter uma mãe, o pai ser ausente e alcoólatra e já ter sido visto bebendo ou fumando por aí.

Enfim, Charlie aceita ajudá-lo e o segue até uma clareira, onde dá de cara com o corpo de uma garota morta: Laura Wishart, a “namorada” de Jasper, filha do presidente do condado e irmã da garota que Charlie é apaixonado, Eliza.

Logo, a possibilidade de suicídio é descartada por Jasper. Ele acredita que foi um assassinato, mas eles não podem contar para a policia, já que Laura foi morta na clareira de Jasper, e logo a policia o acusaria sem procurar por mais pistas ou investigar o caso. Ou seja, eles estão por conta própria. Terão que desvendar o caso sozinhos.


A partir daí você pensa que o livro terá altas investigações, um enorme mistério cheio de pistas falsas e outras estranha, e todas essas coisas de séries policiais e investigativas, afinal se trata de um assassinato, mas não é bem isso que rola. Na verdade, é bem o contrario de tudo isso.

O livro segue sem grandes acontecimentos, mostrando o dia a dia de Charlie com seu único e melhor amigo, Jeffrey Lu – um vietnamita que está sempre alegre e de cabeça erguida, mesmo depois que algumas coisas ruins acontecem com sua família –, suas constantes reflexões (o que torna o livro um pouco, bem pouco, filosófico) e o que ele faz ,ou deixa de fazer para carregar esse fardo, já que ele não pode contar para ninguém sobre o que ele sabe ou o que fez. Além de tudo, Charlie ainda desconfia que Eliza poderia desvendar esse ato de crueldade.


 Jasper visita Charlie algumas vezes, mas mal discutem sobre o crime. Eles mais refletem sobre a vida, o que faz com que o livro perca seu lado misterioso e atraente, se tornando algo um tanto quanto chato de ler. No entanto, as poucas questões que o livro levanta fazem você pensar sobre várias coisas e acredito que seja isso que leve a leitura até o final.

O livro não é ruim. É bom, na verdade, mas não tem todo aquele encanto especial que os livros de suspense têm, o que me decepcionou um pouco. Acho que o que eu quis dizer é que fui com muita ansiedade, esperando uma história de enigmas e mistérios excepcional, mas não foi nisso que o autor quis focar e por isso me decepcionei.

De qualquer forma, mesmo o final do livro sendo previsível, o jovem Jasper Jones não ser o foco do livro (queria muito que ele fosse :c ) e mesmo Charlie vivendo no mundinho fechado dele e depois de tudo isso, continuar lá com Jasper, eu gostei do livro (parece que não, mas eu realmente gostei.)


A narrativa é legal e um tanto envolvente. Eu gostei do tipo de escrita do autor e provavelmente vou procurar mais livros dele para ler.

E é isso galera, beijos e até a próxima!

RECOMENDAMOS À:
Eu recomendo para quem gosta de um mistério que não exija grandes reflexões sobre o ocorrido, para quem gosta de um romance fofo, ou até mesmo reflexões pessoais ou filosóficas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

« »
© Razões Literárias - 2015. Todos os direitos reservados. Criado por: Lauren Yorres. Tecnologia do Blogger. imagem-logo