terça-feira, 26 de maio de 2015

Livro - Resenha #12 - O Silêncio das Montanhas, Khaled Hosseini (GLOBO LIVROS)


Autor: Khaled Hosseini
Editora: Globo Livros
Páginas: 352
Ano: 2013
Nota:



Primeiramente quero pedir desculpas pela demora da leitura desse livro. Eu não diria que foi uma leitura completamente maçante, apenas um pouco tediosa em algumas partes. Vamos lá, vocês vão entender melhor!

O livro conta sobre dois irmãos, Pari e Abdullah, que moram em uma aldeia distante de Cabul, são órfãos de mãe e têm uma forte ligação desde pequenos. No começo do livro sabemos que as crianças são separadas, e isso acaba alterando e marcando o destino de vários personagens. A partir daí surgem milhões de histórias paralelas, que sempre se conectam de alguma forma.


O livro passa a contar, em épocas diferentes, situações vividas por duas pessoas que tem a ver com os dois irmãos e por aí vai, juntando várias histórias. Cada história tem um capítulo e ele sempre vem com a lição sobre “ações que deveríamos ter tido, ou poupado”. Hosseini, o autor, explicou que o livro "fala não somente sobre a minha própria experiência como alguém que viveu no exílio, mas, também sobre a experiência de pessoas que eu conheci, especial os refugiados que voltaram ao Afeganistão e sobre cujas vidas tentei falar”.

 Além disso, a história não é contada em um único lugar ou em uma única década, ela atravessa gerações e países, como França, Grécia, Estados Unidos e Afeganistão.

Vou ser bem sincera com vocês, eu achei que o autor poderia ter sido muito mais objetivo e realista em muitas ocasiões.

Ele me irritou muito com a quantidade de informações que não fizeram diferença e não modificaram o final da história. Isso sem contar os personagens em que o autor narrou a história, mas que não fizeram parte da vida dos irmãos, ou seja, não tinham conexão nenhuma com eles e que não fariam diferença estar ali ou não.


Outra coisa que me irritou muito foi o pouco tempo que ele nos deu para a gente nos apegarmos à Pari e Abdullah. Hosseini conta a história deles no primeiro capítulo, quando ainda eram crianças e depois só volta a falar sobre eles no final do livro, quando é possível que o leitor nem lembre mais dos principais.

De qualquer forma, eu estaria mentindo se dissesse que não gostei de nada no livro, afinal, sempre tem aquele personagem que nos cativa mais.

Não sei se foi pelo tempo que a história foi narrada por ele, ou se foi pelas suas características, mas amei cada pedacinho, e conseguia entender o porquê de cada ação desse personagem. Eu passei a “viver” a vida dele, se é que isso é possível.


Estou falando do Nabi. O tio da Pari e do Abdullah, que também era o mordomo de um velho senhor rico. Ele sim me impressionou e me fez querer tirar o chapéu pela sua personalidade, pelas coisas que ele passou e sabia, por tudo.

“Posso resumir numa palavra, guerra. Ou melhor, guerras. Não uma, nem duas, mas muitas guerras, tanto grandes como pequenas, justas e injustas, guerras entre diversas castas de supostos heróis e vilões, e cada herói nos fazendo sentir mais saudade do antigo vilão.”

O livro não tem um grande mistério a ser revelado, nem mesmo um grande amor a ser conquistado, mas tem o encanto de viver várias vidas pelos olhos de outras pessoas.


O aprendizado que a história toda trás vai vir de você. O meu foi simples: cada ação tem sua reação. Você nunca está sozinho, independente de não estar vendo.

É isso leitores! Beijos e até a próxima!

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