quinta-feira, 7 de maio de 2015

Filme - Resenha #05 - Avengers: Era de Ultron


Duração: 2h e 21min
Ano: 2015
Gêneros: Ação, Ficção-Científica
Nota:


Eu confesso que estava esperando um pouquinho mais do filme, mas não me decepcionei com o que vi.

O primeiro filme de Avengers já foi um estouro. Lindo, com bons efeitos e personagens bem construídos, o que garantiu à Marvel Studios um ótimo resultado nas bilheterias. No segundo, acredito que fizeram um ótimo trabalho também.


O filme começa com os Vingadores tentando recuperar o cetro de Loki que estava com Baron Von Strucker. Eles descobrem que Strucker estava usando a energia do cetro para fazer experimentos em humanos e até “conhecem” os gêmeos os quais se voluntariaram e sofreram tais experimentos, mas mesmo com a garota, Wanda Maximoff , mexendo com a mente de Stark e o garoto, Pietro Maximoff, atrapalhando os outros vingadores com a sua velocidade, eles recuperam o cetro.

Com isso, eles pensam que sua missão havia acabado e finalmente poderiam voltar às suas vidas em paz. Haverá uma festa para comemorar a vitória dos Avengers em três dias e nesses três dias Stark pede à Thor que deixe ele fazer alguns estudos sobre o cetro, e Thor não se incomoda.


Stark descobre que a energia do cetro pode dar origem à Ultron, uma nova espécie de robô com inteligência artificial que Stark e o doutor Banner (Hulk) estavam trabalhando a fim de dar fim às guerras. Sem contatar os outros Vingadores, Stark e Banner começam a trabalhar em Ultron mas as coisas acabam saindo do controle e a criação que eles achavam nem estar perto de ser, de fato, criada se volta contra eles levando o cetro e um plano distorcido de paz.

Os desentendimentos entre os Vingadores e a confiança entre eles é testada. Tudo se baseia em união para destruir Ultron, mas sabemos que todos ali são diferentes e isso acaba gerando um estresse que a equipe tem que lidar enquanto tentam salvar o Mundo do robô inteligente e seus aliados, os gêmeos poderosos que encontraram no começo.


Eu assisti o filme em 3D e para falar a verdade, não vi muito 3D ali. É fato que o tempo todo, durante as batalhas, partículas de fogo, aço e etc, voam para fora da tela mas não é nada muito grave. Eu senti falta de mísseis e balas vindo em minha direção durante o filme. Tudo se tornaria mais emocionante dessa forma.

Em contrapartida, uma das coisas que mais gostei é que o filme realmente tem um enredo, com conflitos “humanos”, paixões, tensão e amizade. Somos desafiados, na vida real, a lidar com vários tipos de pessoas na escola, no trabalho e até mesmo na família o tempo todo e isso gera várias emoções em nós. Tensão, raiva, cansaço. Vemos em Avengers 2 que nem mesmo os heróis estão livres dessas coisas tão humanas e isso dá um grau de realismo maravilhoso no filme.


Eu quase não tenho palavras para expressar o quanto gostei dos gêmeos Maximoff. Ao contrário de algumas resenhas e opiniões que li por aí de pessoas que assistiram o filme antes de mim, eles se encaixaram super bem na trama, os atores foram ótimos, os poderes foram bem mostrados e bem aproveitados. A história de vida deles também foi bem explicada e eu mal posso esperar por um Avengers 3, onde a participação de Wanda será bem mais ativa, acredito eu.

Sobre o os outros heróis e seus respectivos atores tudo o que posso dizer é que, mais uma vez, foram perfeitos e fizeram bonito com suas atuações sempre maravilhosas.


O meu herói favorito nos Avengers é o Arqueiro, mesmo que ele não tenha lá aquela participação enorme. Acho que deram uma importância bem maior para ele dessa vez e eu quero beijar os pés do produtor/roteirista que teve essa ideia. Nesse segundo filme é mostrado que ele tem uma família e que, apesar de tudo, tenta dar o seu melhor para com sua mulher, seus e filhos, e ainda sim, honra o seu compromisso de vingador o bastante para ter tempo de ajudar a salvar o Mundo. Durante o filme todo ele é o único que “não perde a cabeça” e ajuda o máximo que pode, mesmo com seus colegas com os nervos à flor da pele. Minha cena preferida foi nas partes finais do filme quando ele está escondido com Wanda numa casa aos pedaços. Lá, ela está surtando de medo com toda a guerra do lado de fora e ele diz que, mesmo sendo o mais fraco, ele luta pois é o seu trabalho e que ela pode ficar ali, mas se sair, será para lutar até o fim como uma verdadeira Vingadora. Trocando palavras, ele dá o empurrãozinho que faltava para a gêmea se tornar parte dos Novos Vingadores.


Como já é de se esperar em Avengers, mesmo com sua trama de conflitos, o filme não deixa de te fazer dar algumas risadas com as piadinhas bem colocadas de sempre. Os desendimentos de Stark e Capitão América, por exemplo, fizeram a galera do cinema onde eu estava dar boas risadas, além de várias outras cenas engraçadinhas. Eu AMO isso nesse filme, principalmente porque quebra um pouco a tensão e ação em excesso, deixa o enredo bem equilibrado e até descontraído.


Minha única objeção, na verdade, foi em uma cena onde participam o Stark e o Hulk. Na cena, o Hulk precisa “voltar a ser humano” e a Viúva Negra não está disponível para fazer isso, então nosso infame Stark vai fazer o trabalho. Sabemos que é difícil “desligar” o Hulk, mas ele praticamente arruinou uma cidade local inteira para fazer isso. Shopping destruído, ruas, casas e até um prédio inteiro foi ao chão na tentativa de trazer o doutor Banner de volta. Achei exagerado demais.

Ainda falando sobre o doutor Banner, eu simplesmente amei a ideia de um romance entre ele e a Viúva Negra. Adorei a forma como eles retrataram isso no filme, sutil mas totalmente presente.


O próximo filme onde os Vingadores aparecem será Capitão América: Guerra Civil. Eu mal posso esperar para sair e eu poder assistir. Lá os Novos Vingadores também terão uma atenção especial e é nesse momento que você para e começa aquela nostalgia de “os vingadores que eu conheci estão dando lugar a novos”. Sniff!

Enfim! De modo geral, eu adorei o filme e super recomendo a todos vocês, mesmo aos que não gostam muito de filmes de super heróis.


Até a próxima viagem, leitores!

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